Metralhadora Giratória

Divã

Quinta-feira, Dezembro 22, 2011

Pelo direito do "tanto faz"

Vivemos numa época dos mais variados tipos de restrições. De anúncios a beber antes dos 18 anos
(pois é, não bebo mais mas isso não significa que eu não concorde com os vetos), tudo está sendo
comedido via canetadas de políticos turbinadas por uma onda medonha dos "politicamente corretos".

O inverso também vale. Se não bebe, não "fuma um", dá uns "tiros" de vez em quando ou deixa de ir a
shows e festivais dos mais variados possíveis, é tachado praticamente tal qual um E.T.

E muitos nessa época do ano praticamente exigem uma postura fraterna, de bondade, esperança, altruísmo, e
correlatos. E não são poucos os que acabam vestindo essa persona, seja lá para o que for e independente do prazo
de validade disso. Incluso aí família, comilanças, reuniões das mais estranhas possíveis, independente de serem impostas
ou não (pela sociedade, consciência, para não desagradar os outros, etc).

Subentende-se que aqueles que mais ama compreenda-o, aceite-o e respeite suas opções. Não, não estou falando de
sexualidade (antes que algum engraçadinho se antecipe). Falo da opção de sentir indiferença sem creditar culpa a quem quer
que seja, principalmente a minha consciência ou gerar constrangimento ou desagrado, embora saiba que a reação do outro
é impossível de ser concebida ou controlada.

Vivemos e deixamos que "vivam" nossas vidas de forma a se enquadrar no que pretendem de nós, sem que para isso a gente
dimensione o sofrimento ou queira evitá-lo. É guela abaixo, sem direito a negociação. Aos "infratores" o rótulo. O direito do
"tanto faz" está caçado. Com patrocínio de renas, bons velhinhos, velhos safados, limites de cartões de crédito estourados
e, é claro, sem direito a esperança de que algum dia a liberdade de fato será possível.
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Segunda-feira, Dezembro 05, 2011

Há dois anos, abstêmio

É engraçado quando perguntam "mas nem um vinhozinho" de vez em quando, socialmente? É como se dissessem pra uma ex-puta (ã?) "mas nem uma chupetinha de vez em quando?" Pois é. Os motivos que me levaram para tal decisão não importam (criem cada qual o seu, não me importo). Uma grande mente quase se foi há exatos dois anos, um ato de covardia extremo ocorrida no bar ao lado, etc. Fato é que a vida mudou. Para pior ou para melhor eu ainda não sei avaliar sinceramente. Ganhos, perdas, vantagens, desvantagens. Cada opção tem a sua. Aos que compreenderam e continuam juntos, meu muito obrigado. Aos que compreenderam e se afastaram, o meu lamento, assim como àqueles que negaram e até hoje duvidam e, na dúvida, sequer convidam para um bar (como se nele só vendesse álcool). Encanava. Hoje pouco importa. Os espetáculos eram gratuitos e, não raras vezes, as aparições engraçadinhas de Krust evoluíam pra It. Quem me conheceu e vê hoje, sabe do que falo. Acabou o espetáculo. A alma, gênio, gênero, gostos e tudo continua o mesmo. Só que na versão "free alcoholic".
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Segunda-feira, Novembro 28, 2011

Again

Passo sobre passo de um trôpego
que em cima de suas muletas tenta se aprumar
traça uma rota, uma reta, que sai torta
ele segue, força o braço, compensa o peso,
ergue a cabeça, mira o horizonte e arfa
tinha achado que quilômetros haviam se passado
quando só dobrou a esquina, ainda longe de onde queria estar
decide sentar, abaixa a fronte e pensa que um dia
nem sequer tinha forças pra empunhar as muletas
quem sabe uma hora a consciência recobra
deixa as muletas, troca os sapatos pelos tênis e
corre, pra, quem sabe, nunca mais voltar.
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Sexta-feira, Março 04, 2011

As heroínas que se traduzem numa só

Ouvindo uma reportagem numa emissora de rádio hoje de manhã a respeito de "grandes mulheres"
parei para pensar em algumas. Tipo a Eva, Rute, Ester, Maria, Joana D´arc, Evita, Audrey Hepburm,
Janis Joplin, etc. Por último lembrei da minha mãe, muito doente e que ontem, ao telefone, não conseguiu
segurar a onda e chorou ao mesmo tempo que pedia desculpas. Insensibilidade ou calejado de ver tanta
merda nessa vida, apenas ouvi e pedi calma. Paro para pensar que mesmo sem ter frequentado escolas,
é (e pelo jeito logo será, infelizmente), a pessoa mais sábia que conheço. Não foi queimada vivida (quase,
mas deixa pra lá), venceu sua guerra de "100 anos" particular. Na "servidão" presidiu uma família da melhor
maneira que já vi. Demonstrou fé totalmente irracional para os outros mas hoje colhe seus resultados. A
beleza que outrora ostentava hoje é só lembrança e se traduz numa doce figura de vozinha. Desafinada
geral, faz questão de ensaiar no coral da igreja e não se abala com a zueira geral. A distância já completa
década, a tristeza e saudade só aumentam mas hoje, lembrando de figuras históricas e importantíssimas
pra humanidade, não consigo reverenciar nenhuma outra com tal intensidade. Porra mãe, não sinta vergonha
de chorar, se a dor é insuportável, vai fundo. Infelizmente as lágrimas não vão amenizar essa maldita dor.
Talvez você nunca vai ler isso (e se ler, talvez só conheça as mulheres lá da Bíblia, as outras, te explico),
mas tenha a certeza inabalável (tal qual sua fé) de que eu te amo pra caralho, mesmo que só diga isso pra
esses quase 500 “amigos” aqui. A gente se vê, por aqui ou seja lá onde e quando for.
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Sábado, Junho 26, 2010

ESQUEÇAM O QUE ESCREVI
FHC e eu
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