Metralhadora Giratória |
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Atirando por todos as direções. Azar se for o alvo, infeliz se for munição. A inconveniência é um prazer. Questão de afinidade.
METRALHADO
ESSES METRALHAM BEM Fat´s run Metranca no twitter Arthur, o terrível Marião Fausto botequeiro dneezy Mano trainee Fernanda Bento mata cavalos METRALHE Vai, puxa o gatilho! |
Segunda-feira, Junho 29, 2009
Crime e castigo Aquilo que é torto não se pode endireitar, aquilo que falta não pode ser calculado Salomão A moral dos fracos é produto do ressentimento, que odeia e teme a vida, envenenando-a com a culpa e o pecado, voltando contra si mesmo o ódio à vida Nietszche Só a leve esperança, em toda a vida, Disfarça a pena de viver, mais nada, Nem é mais a existência, resumida, Que uma grande esperança malograda, O eterno sonho da alma desterrada, Sonho que a traz ansiosa e embevecida, É uma hora feliz, sempre adiada E que não chega nunca em toda a vida. Essa felicidade que supomos, Árvore milagrosa que sonhamos Toda arreada de dourados pomos Existe, sim: mas nós não a alcançamos, Porque está sempre onde a pomos E nunca a pomos onde nós estamos Vicente de Carvalho, em Velho Tema a torneira seca (mas pior: a falta de sede) a luz apagada (mas pior: o gosto do escuro) a porta fechada (mas pior: a chave por dentro) José Paulo Paes Sou uma estrutura psicológica e histórica. Recebi uma maneira de existir, um estilo de existência. Todas as minhas ações e meus pensamentos estão em relação com essa estrutura. No entanto, sou livre, não apesar disto ou aquém dessas motivações, mas por meio delas, são elas que me fazem comunicar com minha vida, com o mundo e com a minha liberdade Merleau-Ponty Meditar sobre morte é meditar sobre a liberdade; quem aprendeu a morrer, desaprendeu de servir; nenhum mal atingirá quem na existência compreendeu que a privação da vida não é um mal; saber morrer nos exime de toda sujeição e coação Montaigne Certamente, o tirano nunca ama e nem é amado. A amizade é nome sagrado, coisa santa: só pode existir entre gente de bem, nasce da mútua estima e se conserva não tanto por meio de benefícios, mas pela vida boa e pelos costumes bons. O que torna um amigo seguro de outro é a sua integridade. Como garantias, tem seu bom natural, sua Fidelidade, sua constância. Não pode haver Amizade onde há crueldade e injustiça. Entre os maus, quando se juntam, há uma Conspiração, não sociedade. Não se apóiam Mutuamente, mas temem-se mutuamente. Não são amigos, são cúmplices. La Boétie A justiça não existe por si própria, mas encontra-se sempre nas relações recíprocas, em qualquer tempo e lugar em que exista entre os humanos o pacto de não causar nem sofrer dano. Epicuro - Domingo, Junho 28, 2009
Feeling O desejo de me render à loucura é grande. Mas se esse é o jeito insano de encontrar a sanidade eu aceito e vou lutar. Só quero a recompensa de ter de volta a minha vida e tudo que dela espero. Espantar esse vazio do peito que só faz crescer a cada segundo, minuto, hora, dia distante dela. Morrer eu já estou. Sei que ainda tenho muito a pagar pela quantidade de besteira que fiz. Que tenha forças para renascer melhor e comprovar que não estou errado quando digo que amo e a farei feliz não por menos de um mês, mas durante uma vida inteira. - Consistência ou centelha de que o ânimo tá batendo e vou ter de volta. Quando, não sei Existe um momento em que é necessário dizer basta E não levar adiante algo que não se transporta e trafega penosamente como um descuidado ao volante em plena marginal na madrugada e atropela o pai de família que sai cedo para trabalhar e deixou os filhos na cama com a promessa de que trará o brinquedo tão prometido Mas ele é morto e o brinquedo não será comprado Assim é arrastar o que não pode ser E deixar de aceitar o não Alguns chamam e entrega de pontos outros, desistir, mas o fato é que a realidade é dura E ela está além da porta da sala de estar te esperando Então mexa esse traseiro gordo, levante-se, abra a porta, chame a realidade para um trago e, se possível, estrangule-a - Sábado, Junho 27, 2009
Loucura Choro cada minuto que não tenho você Dimensionar a merda que fiz não é possível Joguei pela janela a chance real de ser feliz E me rendi ao extremo da loucura Neste exato momento apenas o desejo da morte aflora no meu peito. O problema é que tão cedo eu não observo essa perpectiva. Então eu vou ficar morto mesmo estando vivo Sinto falta de tudo, da voz ao carinho, olhar, sorriso Imaginar que nunca mais terei por culpa única e exclusiva minha e de atitudes tresloucadas me dão ainda mais ódio da figura que me tornei no decorrer desses anos Vivi de forma intensa e verdadeira. Se tivesse algo que pudesse fazer pra reverter isso eu reverteria. Mesmo sabendo que nunca mais terei você em minha vida, por ora só almejo o dia em que me perdoará. - Simplesmente Me feri muito mais do que possa suportar Nem quando alguém amado morreu senti tanto. Nunca. - Segunda-feira, Junho 22, 2009
Estou condenado a ser livre Realmente, só pelo fato de ser consciente das causas que inspiram minhas ações, estas causas já são objetos transcendentes para minha consciência; elas estão fora. Em vão tentaria apreendê-las. Escapo delas pela minha própria existência. Estou condenado a existir para sempre além da minha essência, além das causas e motivos dos meus atos. Estou condenado a ser livre. Isso quer dizer que nenhum limite para minha liberdade pode ser estabelecido exceto a própria liberdade, ou, se voce preferir; que nós não somos livres para deixar de ser livres. Jean-Paul Sartre, O Ser e o Nada (1943), Quarta parte - Sábado, Junho 20, 2009
ghost bastards Tudo isso é belo, sim!...mas é a ironia mais amarga, a decepção mais árida de todas as decepções. Tudo isso se apaga diante de dois fatos muito prosaicos – a fome e a sede. Álvares de Azevedo-“Noites na Taverna” Cometi e cometo erros em escala geométrica corrijo todos em profusão aritimética, de preferência regadas a uma dose de bourbon ao som de um blues Ainda não levei ao índex a palavra arrependimento cataloguei diversas vezes a alegria e não as descartarei por outro lado o trabalho de campo do ódio e da decepção foram constantes em momento já avançado do desgaste Memórias não se apagam, assim como postagens de blogs que lá ficam, numas de saber o que se martelou em teclados próprios, alheios, abastecidos a álcool, lágrimas, sangue, suor, esperma, excrementos e resíduos próprios ou alheios. Tudo na forma de palavras, centelhas de ódio, amor, outros. Fato é que a intensidade foi medida, experimenciada (experimentada e vivida bem dito) e agora é como tantas outras lembranças que já se foram e agora só servem como base para se avaliar riscos, erros, e projeções de comportamentos que podem indicar algo a ser seguido. Percorro agora um trajeto que já existia, estava ao lado e nunca busquei tal qual estradas que te levam para o mesmo caminho, mas algumas são mais curtas, outras mais sinuosas, existem ainda aquelas com maiores aclives, declives, curvas com riscos iminentes e outras ao lado de precipícios que são trafegadas, mas tendo em mente que podem te levar ao fim no menor vacilo de um gesto de descuido.. Estou na estrada que me leva ao mesmo caminho. Só que descobri que posso chegar mais longe e vivenciar cenários paradisíacos que só ouvia falar. Tipo viagens alheias que se olha a foto, dá aquele sorriso, parabeniza o viajante mas no fundo diz pra si “Como queria ser eu”. A minha vez chegou. E não vou deixar passar de forma alguma. Mesmo que ghosts bastards venham tentar fazer contato, arvorar seu ódio e decepções em algo belo, intentar destruir algo que deflorado foi, ainda assim, a intensidade, sede, fome, desejo, intento, tesão e tudo que as palavras amizade, companheirismo, respeito, paixão, amor, camaradagem, brodagem, sucesso, paz signifiquem. Ah, isso sim já está sendo colocado em prática e digo que a única questão que procuro resolver no momento é a de encontrar formas de prolongar a existência aqui para aproveitar tudo isso da melhor forma possível. Posto que continuará até quando aqui eu estiver, always, at all times, ever... P.S. (a última bala) Vá pro inferno fantasma maldito, que é o teu lugar. Chego a ter dó do capeta. Vivi de forma intensa sim, mas quero que fique no aterro de lixo do passado. Meu presente está muito melhor e trabalharei para que ele seja futuro. Gi, te amo - Terça-feira, Junho 16, 2009
Ilusão de ótica "A Arte não é a verdade. A Arte é uma mentira que nos ensina a compreender a verdade". Pablo Picasso Olho neste espelho e vejo cabelos, curtos, desajeitados, fora dos redomoinhos, observo traços de um rosto com expressões cansadas, marcadas e tesas flacidez de uma fisionomia, a altivez dos olhos, mesmo que descansados, com sinais de batalha, vontade, desejo e força incomum na áurea. A gilete afiada corta o espelho, tenta desfigurar a face da morte expressa e declarada Fico em cima da moldura do espelho, descascando a massinha para que ela solte de vez o vidro que reflete a alma, o vazio, a desesperança e a loucura O espelho cai, se parte e os cacos, mesmo que desconexos, refletem partes da imagem Estilhaço e faço o vidro em pó, pego-o com minhas mãos, próximo a boca, solto um sopro que fazem as particulas se esvaírem no ar. Agora sim, posso pegar o pente, lavar as mãos e sair do banheiro sem ser notado por ninguém. - Sábado, Junho 13, 2009
Universalidade Fantasmas assombram Encontram espaços entre as brechas Deixadas por ocas de vacilo E o ódio espuma como gaisers; o nitrogênio que é projetado a grandes altitudes E o amargor toma espaço e vaga pelas lembranças que poluem a memória Na defesa de algo indefensável que é o absurdo abuso de iludir e fazer de mecanismos de persuação a lágrima, suor e esperma misturados ao sangue que esvai em ralos de desilusão E são sorvidos pelo desprezo absoluto e gera a letargia da esperança e a falta irrestrita de fé em palavras como transcendência É se conformar que a imanência é mesmo algo que mantém o status quo da natureza sentenciada em análises de horóscopos de fontes duvidosas E que viva a pandemia de ódio. Um brinde - Quarta-feira, Junho 10, 2009
Tipo, falta energia, sobra (ou) nos mestres Cuando la naranja se vuelva a limón, dejará un hombre de ser um ladrón Cuando la naranja se vuelve a pepino dejará um hombre de ser asesino Cuando una chica se vuelva a muchacho dejará un viejo de dormir borracho. Una sola vez se muere, mi capitán No andemos a las verdades, como hacem las comadres. Dos perros y unb hueso en medio, no hay acuerdo. Cada un sabe adonde le apreta el zapato. Mundo loco, mundo loco, unos con tanto y otros con tan poco En la mesa y en el juego conocese al hombre. En el fuego, mi capitán. Bueno. Do grande Paulo Lemisnki, em Gozo Fabuloso - Sexta-feira, Junho 05, 2009
Otimismo black-tie Tem gente que não entende realismo e o confunde com derrotismo É gente que não reconhece a própria miséria ou fecha os olhos e só abre com um livro de auto-ajuda à lá Içami Tiba e uma letra de música de banda de gosto altíssimamente duvidoso em busca de uma resposta pronta e concisa O otimismo estava vestido para uma festa era festa de pompa, em lugar de bacana caviar, champagne e black-tie Não foi percebido por ninguém tentou ser gentil, mostrar seus dotes e dizer que era boa pessoa Aí o otimismo se cansou, pegou seu carro e foi dar uma volta no centrão Na esquina da Luz, teve o cano frio de um treizoitão encostado na nuca Tentou acelerar e levou vários balaços Ainda sangrando, foi violentado Arrombaram o cú do otimismo, roubaram seu carro, seu talão de cheques, deixaram-o sem roupa, ralaram sua cara e o esquarteijaram Hoje tem gente que ainda acredita que ele está com aquele black-tie, na festa sorridente e com cara de bons amigos e simpatia à flor da pele - Quinta-feira, Junho 04, 2009
O não-lugar Se sentir desconfortável em um lugar que dizem ser seu Estar em algo confortável e perceber que não se sente a vontade Querer o que todo mundo desprezou pelo simples fato do gostar Ter a projeção de um olhar, ao fundo, além do horizonte Onde a fumaça esvai além do que avista alcança Aqui, dentro deste carro, ao lado da colina, percebo que a vida é breve, e que esse precipício ao lado só serve para dar mais emoção às vidas, pessoas, o amor que partiu e disse que iria voltar em breve mas, quando vêm, mudou: de planos, objetivos, de gostos e prefere outra vida Só resta então virar a chave, ir em direção ao crepúsculo, acelerar, quebrar a lei da gravidade, fechar os olhos e ouvir o ferro retorcido, o vidro quebrando e o futuro que me espera - Quinta-feira, Maio 28, 2009
Bufonaria pineal Assim que vi te descortinei. Do jeito mais evidente e óbvio possível, que foi a demonstração incontesti de desfaçatez, ironia, lascívia e um desejo de ser esquartejado por dentro. Só que percebi uma fresta em meio às facetas do ódio, indiferença, o exercício diário da deserção e ao desapego. Escancarei, óbvio. Não devia pois agora é tarde. Entre tantas afirmações várias e anseios nunca antes atendidos urge aquela necessidade latente de fazer emperrar de vez a tecla do foda-se, prender com super bonder o tal botão e não chamar o help desk. Sabe aquele sentimento de ir e não se saber sequer o caminho a seguir e o motivo pelo qual se toma esse trajeto? É que muitas vezes, mesmo possuindo todas as coordenadas, insito conscientemente em me perder. Então iguala-se o ir com o perder e, complementando isso, a ausência de desejo de volta. Simplesmente continuar e mesmo sabendo que se está perdido se enchafurdar ainda mais em trilhas que não nos dizem para onde levam. E nem pensar no assunto. Simplesmente continuar e não olhar para trás e sequer lembrar o que foi feito, ocorreu, gerou, se atingiu o que queria; isto é, se existia algum plano. É nesse momento que o vazio e o nada puxam uma cadeira e pedem para me acompanhar neste trago solitário aqui no canto do bar, logo atrás daquele pilar tão criticado por todos. Eles me contaram que a solidão e a saudade fizeram uma festinha dia desses. Estranho saber que mesmo sem ser convidado eu tive a nítida impressão de ter participado. Entre outras coisas murmuraram a ausência e lamentaram profundamente não terem conseguido reunir todos. Mas eu sei que independente de presenças ou confirmações há apenas a certeza de que é irremediável e que não há volta. P.S. Numas de me fazer entender passo a bola pro Neruda Esta mujer cabe en mis manos. Es blanca y rubia y en mis manos la llevaría como a una cesta de magnolias. Esta mujer cabe en mis ojos. La envuelven mis miradas que nada ven cuando la envuelven. Esta mujer cabe en mis deseos. Desnuda está bajo la anhelante llamarada de mi vida y la quema mi deseo como una brasa, Pero, mujer lejana, mis manos, mis ojos y mis deseos guardan entera tu caricia porque sólo tú, mujer lejana, sólo tú cabes en mi corazón. - Terça-feira, Maio 26, 2009
Don't try ou Epitáfio do não(*) Em dia de noite clara e quente, sob a luz dos carros persistentes em buzinar para buscar espaço sem saber o que, quando, qual direção e o que buscar Observo tudo de olhos fechados em uma rede instalada em uma velha sala do décimo andar de um edifício Imagino que sempre acreditei que o partir seria melhor do que o ficar e, até onde me lembro, nunca dei certeza de nada que não seja a incerteza e o desconhecido Sempre tentei te dizer que partir seria melhor do que ficar Nunca me lembro de ter te dado certeza de nada Mesmo se o fizesse não seria saudável pra você acreditar nisso e nem pra mim prometer algo que nunca poderia ansiar, sequer cumprir Espero que prossiga com toda convicção que imagina ter e que não se esqueça nunca que somos absolutamente responsáveis pela infelicidade, comodidade e tristeza dos atos que cometemos, independente da saída cartesiana que encontramos para todas essas coisas da vida Gostaria de lutar para me enquadrar para, quiçá, me ajustar Infelizmente não posso pois existe uma gama variada de quilômetros de estradas que preciso trilhar Algumas com direção ao norte, outras ao sul e algumas ao leste, se bem que algumas vezes prefiro o oeste, atrás das verdes colinas, nos pés das planíceis, onde as pistas são dominadas apenas por caminhoneiros deslumbrados com a liberdade de acelerar com suas pesadas cargas E é assim, sem definir situações ou rumos que prefiro ser e estar, não deixando vestígios de apegos vãos às filosofias de vida de botequim, ou mesmo às formações ancestrais e até aristocráticas da sociedade flutuante, que, aliás, prefiro ver à deriva, sem rumo e à esmo. No recôndido do inferno E fica naquela função: a de saborear minha dose solitária, naquela cadeira do canto do bar, sozinho, curtindo um vento seco que vem do sudoeste e um sol de final de tarde, meio que pisado de sangue, ouvindo ao fundo aquele classic blues no junk box que dizia sobre a vida instável de uma pedra de gelo no fundo de um bourbon (*) Traduzindo: já desejei a morte, hoje eu quero que ela se foda. Encontrei algumas coisas que valem a pena. Se não derem certo, te vejo na encruzilhada que você já sabe onde fica, e no tempo que determinarei - |