Metralhadora Giratória |
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Atirando por todos as direções. Azar se for o alvo, infeliz se for munição. A inconveniência é um prazer. Questão de afinidade.
METRALHADO
ESSES METRALHAM BEM Marião Sérgio Ronaldo Fernanda Raquel Adriana du Mal Desgraceira Ellen Fausto à lá O´Neill METRALHE Vai, puxa o gatilho! | |
Sexta-feira, Abril 30, 2004
Na noite fria Nos encontramos no final da noite Desci do Mustang e ele colocou o descanso de sua Harley Estava frio, os dois não sabiam bem porque mas deveriam estar ali, juntos Conversamos sobre a infância, os cavalos laçados, os pequenos roubos no armazém. Nos olharam depois de uma bela risada, decidimos não mais trocar palavras Foi um tchau sem mensagens. O último Virei de costas e voltei para o carro. Em dado momento olhei pra trás e estava lá, em pé, com a arma na mão e sorrindo de lado, sinicamente assim como fazíamos quando arrombávamos a porta do armazém, armados de sarrafos em busca de balas 7 Belo Abri os braços e urrei: Vai!!! Nada aconteceu, ele preferiu desistir. Guardou a arma, se agachou, pegou o isqueiro e acendeu um cigarro. Voltou a demonstrar aquele sorriso sínico. Voltei em sua direção, tirei a arma que estava no coldre, não houve resistência, esperei que jogasse a fumaça que estava em sua boca no ar, franzi a testa em resignação, falei para que fosse preparando o meu lugar no hell, que logo lá estaria, e, sem titubear, dei dois disparos Estava frio. Só vi o corpo cair, tombado. O cigarro continuou no meio de seus dedos queimando e fechei os olhos e a boca, de modo que ele engolisse as balas. Peguei as chaves e o documento de sua Harley e as entregarei para ela, que seguirá o seu destino agora, só que comigo. - Quarta-feira, Abril 28, 2004
Kandinski Vermelho escorre entre os meus dedos Sua camisa não era vermelha, mas agora está. Como tudo está. Gosto de ferrugem. Sangue seco em todos os meus dedos. Dedos que te sentiram um dia, agora sentem seu sangue molhar sua pela fria. por Mari P., minha irmãzinha - Terça-feira, Abril 27, 2004
As boleiras - parte 1, o convite Segunda-feira, por volta de 20h30, final estressante (redundância) de fechamento do jornal. Luciane, uma amiga de trabalho, me chama discretamente para falar algo. - Você joga bola? - Não, há uns quatro ou cinco anos. Não manjo. - Ah, que pena. Mas são as meninas. - As meninas? Como assim? - Não, é que eu e mais sete meninas do jornal temos um time. - Um time?!?!?!? - É,a gente joga toda segunda-feira e estamos precisando de goleiro. - Ah, é, sei, tá. E quanto morre? - Homem é cortesia. - O quê? - É, já que a gente precisa de goleiro, os homens vão de graça. - Ã??? Cê tá falando sério??? - Claro que sim. - Mas eu não tenho carro. - A gente dá carona. - Peraí. Vou ser goleiro de um time de mulheres, não vou pagar nada pela quadra e, ainda por cima, vão me dar carona? Cê tá me zuando? - Não, é verdade, vamos vai. - Ah, tá bom eu vou. Quem vai? - Vai eu, a Mary, a Priscila, a....(sendo interrompida) - O quê?!?!?!?!? Porque você não falou isso antes? - Todas são de família, hein? - E daí, não tô dizendo que vou fazer nada com elas, mas se esbarrar, vai ser acidente. - Tá. Chega aí às 22h30, em frente ao jornal - Falou. As boleiras - parte 2, a ida 22h30, eu em frente ao prédio de pastilhas amarelas. A Luciane não me reconheceu. Estava de bermuda, tênis, e, é claro, minhas luvas à lá Madonna. Ela, em frente ao prédio, aguardava as demais. Dizia estar com sua chuteira brilhante, shorts, e.....camiseta do São Paulo, arrrrrccccccc!!!!!! Minutos depois as outras garotas chegaram. Até então, estavam com suas roupas de batalha das lides jornalísticas. Havia algo que as diferenciava de repórteres de TV, com seus tailleurs, chapinhas, saltos altos. Estavam com mochilas. Era de lá que tirariam, momentos depois, os apetrechos para a batalha que se travou depois. O grupo se dividiu rumo aos carros. Conforme prometido, entrei em um deles, para pegar carona. Débora ao volante, Vivian no passageiro, eu e a Luciane no banco traseiro. Cruzamos a rua e avistamos o outro carro com Mary,Alexandre e Cia. Ligados os motores, o racha que se deu faria Vanish Post parecer corrida de kart. Chegamos ao Bom Retiro. - Domingo, Abril 25, 2004
Não esquenta a cabeça, Fiat Lux Eu queria mesmo era te dizer para ficar bem, deixar padrões, moralismos, exigências da sociedade de lado e viver, na boa. Às vezes pensamos em tomar decisões para atendermos a uma reivindicação de outra ordem, que não a que realmente desejamos. Alguém está sendo beneficiado, e, na pseudo-justificativa de beneficiarmos a nós mesmos, nos prejudicamos. Livre-se disso. Aperte a boa e velha tecla do foda-se, e, como diz o refrão da letra, Live and Let Die. - Sexta-feira, Abril 23, 2004
Alphaville reloaded Estava lendo um Fante quando o telefone tocou. Quem seria às 21h30 de uma noite chuvosa de um final de semana? Será que foi engano? Decido ir até o telefone e ouço a voz macia e firme. Era ela. Disse: -Oi, sou eu, tudo bem. A reação mecânica de minha boca foi dizer, do outro lado da linha: - Belê. Ao mesmo tempo senti um frio na espinha e na barriga, um calor subir pelos pés, passando pelas pernas e algo formigar minha mão. A conversa continuava e nos falávamos como grandes amigos que somos a respeito de amenidades várias, das do tipo se estamos bem ou não. A convidei para ir até a minha casa, ela resistiu no começo mas acabou cedendo. -Até logo. Desliguei o telefone e vários pensamentos vieram à mente. A primeira reação foi fechar o livro, ir até a cozinha pegar o aparelho de fundie no armário, abrir a geladeira, pegar os morangos, bananas e também o chocolate. Liguei o aparelho e comecei a imaginar seus lábios, pele, cheiro, formato da boca, cabelo e o abraço envolvido ao meu. Parti o último morango. A campanhia toca. Era ela. Fui até a porta e a recebi com um sorriso sem graça. Ela me deu o abraço forte, como se quisesse abrigo. Não me fiz de rogado. Passei a mão em seus cabelos, silhueta do rosto, e sentamos na cama. O primeiro beijo: de mãos dadas, enamorados de primeira viagem, e discreto, molhado, apressado, porém, entregue. Pensara que o desejo de anos fora consumado. Na verdade só estava começando. As mãos não paravam de acariciar, numa vontade que fluia pelos dedos, passando pelos braços, boca. A tive como nunca tive outra antes, assim como ela teve o que nunca alguém havia lhe dado. Suas roupas caíndo ao chão sugeriam mais vontade e desejo. Cada peça era como uma barreira vencida depois de tempos de batalha. Vi seu ombro nú, a silheta de seus peitos, o formato de suas costas, pernas. Pedi para que deitasse e que ficasse apenas curtindo. Comecei pelos pés, fui subindo para as pernas, acariciando de leve todos pelinhos que via pela frente. A primeira vez que penetrei ela já estava molhada, ofegante e pedindo para ser possuída o quanto antes. A atendi mais com uma condição: que deixasse acariciar os seus peitos e beijá-la enquanto fazíamos amor. Ela não se conteve: explodiu em vontade, segurou forte minhas costas, cravou suas unhas e exigiu que fosse penetrada com mais força e vontade. Não exitei e entrei no jogo. O prazer chegou e ficamos felizes. Mesmo assim ela merecia mais: ser beijada, com carícias no cabelo quase que maternais. Continuamos outras vezes e ela teve o prazer em minha boca, quando, debaixo dela, fazia movimentos em seus peitos e costas. Parece ter gostado. Deitamos num silêncio único dos amantes. Sinais que não precisam ser verbalizados. Apagamos a luz e acordei com o cheiro de queimado do chocolate. A deixei na cama, fui até a cozinha e trouxe o leite condensado. Peguei os morangos, misturei os ingredientes e fui até ela. Estava deitada, olhando para o nada e sorriu de leve ao ver o que preparava. Comeu os morangos, fizemos amor outras vezes, acordamos e fomos ao banho. Enquanto fazia barba no espelho, ela lavava seus cabelos, dentro do box. Nos vestimos, ela foi até a porta, olhou novamente com aquele olhar que dispensa palavras e me falou Foi bom, adeus. Percebi que o Fante ainda está lá, com páginas ainda a serem lidas. Já era manhã e o sol batia na janela. - Quarta-feira, Abril 21, 2004
Espelho ou Feliz Aniversário, pai originalmente publicado no blog em 17 de outubro de 2003 Faz tempo que a gente não se fala. Acho que o motivo da gente se odiar tanto é que, na verdade, temos muito em comum. Esse jeito nosso de dar um belo de um foda-se pra vida, sermos irresponsáveis com trabalho, família, amigos, compromissos em geral é o que temos de mais próximo e mais longe. Paradoxal ou contraditório, tanto faz. Fato é que no fundo no fundo admiramos um ao outro pra caralho. Lembro até hoje dos tiros que deu no lanchinho em meio aos seus amigos. Quase foi preso por conta disso. As inúmeras vezes em que foi demitido por insubordinação e também por considerar que sabia mais do que os outros, quando na verdade, os outros não estão muito a fim de saber mais. Estão se entregando para o que chamam de convenções. Bad trip em chapar tanto que só com rodelas de batatas na cabeça e urrando de dores infindáveis na cama é que conseguia expressar algum sentimento. E também o cheiro de álcool que infetava o quarto. Até você admite hoje e se arrepende das violências físicas. A minha é verbal. No fim das contas pode até doer mais. Achava que seria uma pessoa normal, me formar, descolar uma mulher, casar, ter filhos, constituir família. De todos só me formei, justamente em algo que você não via utilidade. Sua consideração a respeito era de que deveria ter seguido o técnico. Também achava que nunca iria beber. Ledo engano. Cheguei ao ponto de cair da moto duas vezes. Uma no meio da rua procurando um lugar para comer um lanche em plena madrugada e outra na área recém-construída. A única vez em que me dei mal dirigindo estava sóbrio. Veja só. É por isso que não acredito em pessoas normais, elas são perigosas. A boca daquele cara poderia ter sido poupada. Você também não deveria estar muito consciente no momento que levou tanta porrada que quase não andava direito. O sinal de alerta eu te dei. Abri dez pontos em sua cabeça e quebrei quatro costelas. Nunca tinha sido tão violento com alguém desse jeito. Em troca você me proporcionou a perda de quem eu mais gostava. Coisas da vida. Você será sempre o eterno assassino de um corpo físico, uma mente brilhante e uma pessoa formidável. Nada reparou até agora. Tentei em várias coisas, é verdade. A guerra particular era só nossa. Poderia ter te ajudado e não te ajudei. Até hoje posso te ajudar e não tô a fim. Penso que você fará o mesmo comigo. Mesmo porque também não sei se tenho vontade de lhe fazer bem. Há dúvidas. Vai vegetando aí. Vou vegetando por aqui até ter a coragem de consumar o que penso. Você criou a sua oportunidade mas não foi capaz de ir em frente. Eu criei algumas mini-oportunidades mas, até agora, sem sucesso. Veja que covardia a nossa. Queremos tanto algo em não temos por uma mera fala de competência para conquistar. É por isso que acredito sermos muito iguais, parecidos mesmo. Buscamos o que nunca vamos encontrar, queremos o que nunca poderemos ter, exigimos o que nem nós mesmos podemos dar, moralizamos o imoralizável. E vamos indo, para onde, sinceramente, não sei. - Segunda-feira, Abril 19, 2004
Dor na mão esquerda Find maneirinho. Em casa, graças a Deus!!! Como o Hamilton (maninho do barraco) manda bem pra caramba em guitarra, tá me ensinando uns rifinhos nível APAE (iniciante absoluto). Aprendi umas letras da melhor trilha sonora de todos os tempos, a de Pulp Fiction. Até que não esqueci de como formas as cifras, só tô meio enferrujado. Me causou dor na mão esquerda. Mas tô feliz e vou comprar um violão. Fractons, o péssimo Dogville Sabadão enchi a cara na tarde. Dormi, acordei e fui assistir Urbes, nova montagem da galera do Fractons, com a Marília, uma das várias biólogas que conheço (tô com um azar danado) e o Hamilton. Curtiram pacas meu. Eu também, apesar de ter ido pela sétima vez. Na volta foi trash. A Marília resolveu pegar uma taturana na mão e acariciar cães de rua. Até aí tudo bem. A gota foi quando ela decidiu procurar lixo reciclável em frente a Praça Panamericana, em Alto de Pinheiros, lugar onde a gente tava chapando a cara com várias latinhas de cerveja. Desisti dela, simplesmente. Ela foi dormir lá em casa, acordou ontem de manhã e eu nem me dignei a falar com ela. Mas, como mulher é estranha mesmo, ela me ligou ontem à noite. Enfim, é a vida. Ontem à noite fui ver Dogville. Pra não gastar muita munição com aquela porcaria vergorrágica à lá Latão e seu materialismo dialético, digo somente que quero processar os críticos que colocaram generosas estrelinhas para aquele lixo. Se servir pra alguma coisa só se for pra aluno do primeiro ano de teatro de Macunaíma ou Célia Helena, no máximo. - Sexta-feira, Abril 16, 2004
Metas Tomar Blue Label todo dia, sem falta. Comprar mais camisetas de super-herói. Calças com bolsos cargo e coturnos. Cortar o cabelo para ficar um pouco mais palatável e digno de confiabilidade. Poder ao menos saber que terei um mês para pagar alguma coisa. Enfim, rotinas da vida financiadas por um crachá na portaria e uma provável conta corrente no Bradesco. - Quarta-feira, Abril 14, 2004
Chacina anunciada ou Memórias póstumas de um bip-bop, on the street, in periferia Três homens, um volante e um destino. Paramos, olhamos para a frente e não sabíamos se iríamos continuar ou não. Sacamos nossas armas, nos entreolhamos e, num silêncio sepulcral, decidimos continuar. Eles estavam de pé, à nossa frente, enfileirados. Era para ser uma festa, no fim, uma tragédia. Descemos do carro, de um lado da rua cacetetes, capacetes, 38 enferrujados, botas e sirenes. A gente estava com caneta, papel, câmera fotográfica e um senhor de 120 quilos negro, risonho, a camisa semi-aberta com a pança aparecendo, e com as chaves na cintura, enfim, nossas munições. O primeiro à ser golpeado foi o fotógrafo. Um soco, vindo de um braço flácido, grosso. A grande angular que segurava em uma das mãos foi espatifada assim que caiu ao chão. Só vi seu nariz torcido, sangrando, e seu corpo ao chão. Logo senti algo no queixo, vindo de um pedaço de ferro frio e duro. Pranchei de barriga para cima e, de olhos fechados, só ouvi o grito do motorista, e seu pesado corpo, caindo, calado, ao solo. Uma bota ou algo parecido sobre minha cabeça, um estampido e o estremecer do corpo do fotógrafo, que fizeram questão de jogar em cima do meu. Foi tão rápido que nem percebi. Agora vejo apenas uma escuridão, tudo é muito silêncio, não existem relógios, vozes, telefones, tintilar de teclados, nada. Um vazio, simplesmente. As surpresas da vida A melhor forma de conhecer uma pessoa é dando poder a mesma, mesmo que esse poder seja mínimo. Aí sim você saberá quem de fato ela é, mesmo que a imagem anterior seja contraditória ao que você conhece. A vida, cheia de ciclos, nos causa surpresas, algumas desagradáveis, outras interessantes. O que se conhece hoje como verdade amanhã será descoberto como mentira. Uma grande mentira, segundo dizem, se bem contada, se torna uma verdade suprema. - Segunda-feira, Abril 05, 2004
Shot ou Diamente Negro Passados três meses de 2004 já passei por diversas coisas. Tive princípio de pneumonia por ter de trabalhar debaixo de chuva fazendo matérias, tive de ir a dezenas de casas de pessoas que perderam tudo em enchentes, presenciei neguinho jogando lama na prefeita, também tive de cobrir a morte de centos e tantos bichinhos no Zõo de Sampa, de quebra, recentemente, tive de fazer a história de um sujeito aeh idiota ao extremo que matou covardemente quatro pessoas. Um milico da banda podre dedinho solto (já havia despachado 6). Enfim, tudo isso não me abalou. (sim, sou uma pessoa fria). Mas meus sentimentos foram surpreendidos por algo violento ao extremo, dantesco e, por que não dizer, digno de pena e dó. A história Estava eu na Galeria Ouro Fino. Sim, fui até lá. Desavisado do que era mas fui. Trata-se de uma merda de uma galeria com três ou quatro ou seria cinco, andares de lojas onde, onde, onde...no Jardins!!! Sim, pasmem caros leitores internéticos. Fui para tãosomente encontrar uma amiga de outra cidade que não via há tempos. Encontrei a herege música (será que pode se chamar de música mesmo) tecno, tatoos, piercings a mil, roupas de Hercovitch, entre outras coisas extremamente vomitáveis. Enfim, subi até o andar onde ela estava e aprimeira palavra que disse foi que iria embora. Ela pediu para esperar e eu atendi prontamente só que com uma condição: iria beber em algum lugar perto. Pois bem, desci e parei no primeiro lugar que vendia cerveja. Morria em R$ 2,50 a long neck de Bohemia. Fui até o balcão, pedi uma, paguei e sentei numa espécie de mini-praça de alimentação. Só flagrando os clubers, os rastas, as patrecas e congêneres que passavam. Resolvi virar de uma vez para ver se ao menos bêbado conseguia ter estômago para aguentar aquele ambiente. Até que me levantei e fui pedir a segunda long. Eis que acabei de receber a bebida da balconista e aí me vem uma patreca à lá Jardins e pergunta para a simpática senhora que estava no caixa: A senhora acha que eu devo comer Shot ou Diamente Negro. Minha reação imediata foi ficar espantado com o que acabara de ouvir e olhar para o lado. A mulher do caixa, por sua vez, abriu os braços como se quem dissesse: Não sei, escolhe você. Não contente com a indefinição da caixa do buteco, a patreca fez o que qualquer pessoa normal faria no lugar dela. Sacou de seu micro celular, ligou para a melhor amiga e perguntou para a mesma Oi fulana, tô aqui no Simpatia, dentro da Galeria Ouro Fino e preciso da tua ajuda. Cê acha que eu devo comer um Shot ou um Diamente Negro. Neste momento meu tom de perplexidade atingiu o maior nível desde que fiquei sabendo da morte inesperada de meu estimado primo (isso em 2000). A balconista e a caixa passaram então a olhar minha feição. Pensei em regurgitar (vomitar) mas achei que não valia jogar meus restos alimentares em cima daquela sujeita. Desligado o celular, ela optou pelo Diamante Negro. Voltei a sentar e tentei insistentemente falar com minha amiga que ainda dentro do prédio. O resultado foi que insultei as amigas dela (as que queriam ficar dentro da galeria), e, de tabela, a própria. Agora menciono a mesma como sendo uma ex-amiga. Fazer-me passar por situação tão violenta é uma afronta digna de romper uma amizade, sem dúvida. - O find A Suzana disse outro dia que tô escrevendo pouco. Bem, realmente não dá dando muito tempo não. É o trampo que tô fazendo que tá me sugando todo tempo do mundo. Fico no mínimo 12 horas trabalhando. Em alguns dias isso se transforma em 15, 17........Melhor assim, ter grana pra pagar as pingas, peças, livros, CD´s, filmes e outros aeh. Difícil estar ruim hoje. Tô numa LAN (aos ogros: LAN é uma parada aí que você paga uns dois real e os caras te deixam usar os micros por uma hora). Então: na LAN ouvindo no máximo coisinhas muito legalzinhas do naipe de Muddy Waters, Robert Jhonson, SRV (Stevie Ray...), B.B. e outros cumpradres aeh. Curti meu find. Na sexta à noite rolou Cemita Social Club, reestréia do Getsêmani, obra prima do Brucutu Fundamental (à lá Marisola, ops, Mirisola). Saca só a manha: além do próprio Bortolocco tive o privilégio de beber junto com Paulão, do Velhas Virgens. Muitíssimo legal. Sabadão rolou O Mercador de Veneza, direção do Sérgio Ferrara com a brilhante atuação da Fernanda, e, de quebra, neguinhos do naipe de Damasceno. Bom. O melhor de tudo é que o mercador em questão, Antônio, é um mega junkie trafica. Melhor só o Bortolotto reescrevendo o crássico. Curti, apesar do texto do Shakespeare. Domingão foi dia de trampo duro. Tentei acabar a interminável arrumação da minha goma (quarto). Foram furos, fios puxados, tira cortina, bota cortina, punk......Hoje teve continuação mas não dei conta não, larguei mão...Outro dia eu faço os consertos. Abandonei uns momentos e fui fazer meu papel de tio: levei os pivetes para assistir Scooby Doo. Além do dever familiar fui só para ver a gostosa da Alicia Silverstone. Nem rolou. Ela faz umas apariçõeszinhas (ao menos nos poucos momentos em que eu estava acordado) pífias. Depois troquei uma idéia com o Gabriel e ele me disse que realmente era pouca coisa...Os moleques se divertiram. Acho que babei na cadeira do Cinemark. - Domingo, Abril 04, 2004
Preconceito Aviso - esse tecado do micro da LAN que to ta sem acento. Uma bosta.... Ontem me decepcionei bastante. Ia conhecer melhor uma pessoa e ela se queixou da forma como sou. Todos que passam ao menos um dia do meu lado ja sacam como sou, as opcoes culturais, os gostos, e, principalmente, os preconceitos. Estranho isso vindo de um jornalista, disse uma desprezivel pessoa a mesa. Tal pessoa desprezivel era uma das amigas de uma ex-amiga que tive ai. Sim, ex-amigos tambem existem. Sao aqueles ou aquelas que sacaneiam com a gente de forma tao profunda que recebe esse ex no comeco da indicacao de amigo. Enfim, tenho o direito de ser o que bem entender, da forma como quiser. Alguns entendem, outros criticam, tantos suportam, outros sao alvejados e o resto tenta me tirar do serio, como conseguiram ontem. Nem detalharei o que ocorreu. Apenas vou adiantar algo, tive de ir na Galeria Ouro Fino. Tipo, fica no Jardins e toca so musica techno.... Acredito que diante disso e impossivel continuar a falar com alguem que se presta a ir em um lugar desses. Definitivamente nao da. - |