Metralhadora Giratória |
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Atirando por todos as direções. Azar se for o alvo, infeliz se for munição. A inconveniência é um prazer. Questão de afinidade.
METRALHADO
ESSES METRALHAM BEM Marião Sérgio Ronaldo Fernanda Na moita, mas achei Raquel Adriana du Mal Desgraceira Lu, a boleira Fausto à lá O´Neill Eduardo Castanho Fao Carreira Marisola Junior Leal Mari P., my bró Mão na Bunda Casa do Horror METRALHE Vai, puxa o gatilho! |
Terça-feira, Novembro 23, 2004
O mestre em seu momento mais autêntico Lembranças gótico-póstumas Noite branda, suave, tranquila O som do nada, absolutamente Andava pela esquina, mercado das flores, Largo do Arouche Andava com minhas mãos no bolso, sem saber para onde ir Até que a lâmina chegou em meu pescoço, cortou sem que eu sentisse Perdi o equilíbrio, caí e a última imagem foi de suas botas, a meia arrastão, mini-saia e um sorriso ao agachar-se e lember o sangue da faca Em meio a um sorriso maroto disse que "estava consumado" e me desejou uma boa viagem no expresso do inferno Me deixaram nessa estação vazia, vejo doentes, pessoas que se enlouquecem ante a informação de saber que não mais existem Outros vão e vêm sem saber pra onde, talvez imaginando que haja alguma saída. Ledo engano. Caminho sem volta. Vejo alguém chegando. É ela. Fico contente, ao menos serei reconhecido por alguém. Disse que fez aquilo por falta de opção, já que o ódio a invadiu. Também falou coisas de que não me lembrava, como o arrependimento ao saber que havia me matado. Enlouqueceu e me guardou no guarda-roupas de sua casa. Nâo suportou o cheiro e se matou. Suicídio lento, suave, com a mesma faca com que me matara. Converso com ela e a ouço, num infinito. Nos tocamos mas nada sentimos Brigamos mas não ficamos com raiva Beijamos mas não sentimos o gosto dos lábios, penetramos e ficamos horas a fio, à espera de um gozo que nunca chegará. É acordar de um sonho inexistente, e ver que nada mais é assim como um dia foi. - Terça-feira, Novembro 02, 2004
Um pesadelo Num quarto do Hotel Landi, na Amaral Gurgel Olhei nos olhos da atendente, uma velha gorda, de bigode com ares de avó, um palito de dentes e saia florida Ela abria as cervejas e sorria com seus dentes falhos e uma baba que escorri ao lado da boca A medida que ia bebendo uma vontade louca de transar com a velha me vinha a mente Ela contou sua história, a dos filhos, maridos, netos e também fregueses, que, assim como eu, enchiam o saco dela de tão bêbados que ficavam Comigo não era diferente. A diferença é que me sentia excitado com cada gesto dela No fim sobramos nós dois. Ofereci a ela um gole de cerveja Ela sorriu meio que querendo desdenhar e me olhou diretamente nos olhos com ares de que estava entendendo meu intuito Silenciosamente se virou e foi até o freezer abrir mais uma cerveja Colocou no balcão, serviu-se de um copo, atravessou o balcão e baixou as portas metálicas do bar Sua bunda gorda não cabia no banquinho ao meu lado A abracei, arrumei seus cabelos desgrenhados e beijei seu rosto Mais que depressa ela, com suas duas mãos, pegou minha cabeça e me beijou, fazendo resvelar a baba do canto da boca Tirei a roupa dela. O sutiã era largo pois aguentava muito peso das suas grandes tetas. A calcinha era vermelha e fina e os lábios vaginais, de tão grandes, ficavam divididos. A bunda sobrava de todas as partes Fui por cima e enfiei sem camisinha. A banha ajudava a dar uma sensação de que era apertadinha. Era quente e gostosa, suas banhas sobravam e minhas mãos e ela era lubrificada como uma virgem, apesar da idade. Peidou ruidosamente enquanto fazíamos sexo anal Depois de gozar em seu cú me pediu para que a deixasse chupá-lo Mesmo havendo um pouco de fezes permiti Ela gritava e passava sua língua em minhas bolas enquanto chupava Uma habilidade ímpar Entrei em êxtase e gozei novamente, jorrando em sua boca Ela lambia por todos os cantos da boca, não deixando sobrar nenhuma gota Me apertou contra seu peito, disse que nunca mais iria me deixar ir embora e mencionou que foi a melhor foda de sua vida Foi atrás do balcão, trouxe uma garrafa de Black Label e cheiramos Ficamos loucos, levantamos as portas do bar e saímos correndo às 6h30 da manhã em pleno movimento ruidoso de carros do minhocão Eu corria pelado como um louco pelo meio das faixas, pulando de espaços em espaços do elevado. Ela vinha logo atrás balançando seu imenso corpo e saltidando de braços abertos e cumprimentando todos os carros que tentavam desviar dela Até que demos a mão um para o outro, olhamos para baixo e resolvemos pular em meio a avenida Pacaembu. O frio na barriga e os sorrisos nos lábios cessaram quando caímos de bruços na pista e uma Scania, que, desgovernada, não teve tempo de frear, esmagando nossos miolos - |