Metralhadora Giratória

Atirando por todos as direções. Azar se for o alvo, infeliz se for munição. A inconveniência é um prazer. Questão de afinidade.



ESSES METRALHAM BEM
Su
Marião
Sérgio
Ronaldo
Desgraceira
Casa do Horror
Marisola
Fernanda
Adriana du Mal
Eduardo Castanho
Fausto à lá O´Neill
Na moita, mas achei
Lu, a boleira
Raq
Mão na bunda

METRALHE
Vai, puxa o gatilho!


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Terça-feira, Abril 26, 2005
 
Criacionismo cético

Minha crença é na vingança
Um razante de aviões bélicos
Hecatombe na indiferença
Um acidente vascular cerebral
De lágrimas evaporando
Recém-saídas de olhares ardentes
in statu quo ante sui generis
data venia a posteriori ratione
E o gosto da porra à gotejar
Em uma ordem dominante
Ipsis litteris, dia após dia
Mecanicamente e silenciosamente
sendo engolido pela inércia
-
Segunda-feira, Abril 11, 2005
 
Universalidade

Fantasmas assombram
Encontram espaços entre as brechas
Deixadas por ocas de vacilo
E o ódio espuma como gaisers;
o nitrogênio que é projetado a grandes altitudes
E o amargor toma espaço e vaga
pelas lembranças que poluem a memória
Na defesa de algo indefensável que é o
absurdo abuso de iludir e fazer de mecanismos
de persuação a lágrima, suor e esperma misturados
ao sangue que esvai em ralos de desilusão
E são sorvidos pelo desprezo absoluto e gera
a letargia da esperança e a falta irrestrita de
fé em palavras como transcendência
É se conformar que a imanência é mesmo algo
que mantém o status quo da natureza sentenciada em
análises de horóscopos de fontes duvidosas
E que viva o suicidio. Um brinde
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Terça-feira, Abril 05, 2005
 
Volatilidade

Coleciono as feridas em caixinhas
de memórias, no cérebro
Descarrego em privadas fétidas o odor do ódio
E lembro daquela frase dita meio ao escuro, numa
manhã sombria: Tem cara que diz que onde
eu deito, eu durmo

É fácil. É só ter então um lugar para estar
Mas o tempo passa. O arrependimento penetra nas
entranhas e seca as esperanças e faz rever o que passou
E o que se perdeu não tem volta. Corrigir algo que não
se pode mais endireitar e deixar para trás o que ficou
Se voltar, vira sal e é jogado ao mar para servir de
alimento aos tubarões
Então não vacila
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