Metralhadora Giratória

Atirando por todos as direções. Azar se for o alvo, infeliz se for munição. A inconveniência é um prazer. Questão de afinidade.



ESSES METRALHAM BEM
Marião
Ronaldo
Espelho trincado
Desgraceira
Casa do Horror
Marisola
Fernanda
Na moita, mas achei
Adriana du Mal
Katarse da Rô
Betty Davis
Fausto botequeiro
Foda-se essa merda
Raq
Mão na bunda
O dependente
Miscelania da Lu
Fiorin

METRALHE
Vai, puxa o gatilho!


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Segunda-feira, Novembro 28, 2005
 
No future

Acerca de coisas futuras, não
Assim como acerca do passado e também do presente
E é não, sempre. Ou talvez¿
Como dizia Sartre, o homem está condenado a ser livre
E só se prende quando quer ou pretende
Fico mais é com Vinícius, aliás, com a frase dele
O uísque é o melhor amigo do homem,
ele é o cachorro engarrafado

Não que eu goste de cachorros, longe de mim
Gosto mesmo é de bourbon, do bom, of course
O que me faz entardecer é saber que nem amanheci
Pois prefiro é o breu da noite
Felicidade está escondida em meio aos fachos de luz
negra da noite, momento em que demônios aninham-se
Embebedam-se com o licor das lágrimas de tristeza alheia
Oferece um brinde com o sangue escorrido e sorve o ódio
Cospe na mão, faz uma bolinha e a solta nos ventos,
Expirando sentimentos, brincando como se fossem balões
Não, não pense que é possível estourá-los, pois,
Eles são movidos por um gás hélio do torpor, ardor
Enfim, desesperança
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Segunda-feira, Novembro 21, 2005
 
Devills reloaded

E disse-lhes que iria entregar minha alma
O cenário, um boteco, numa encruzilhada distante
Daquelas de fazer inveja a qualquer galinha póstuma de macumba
Entregar a alma, pensei....não fazer...
Então tentei despistá-los com tática simples
Ir a outro lugar e deixar que eles, na hora marcada, fossem ao bar
E não apareci. Nem eles
É que, como são meus demônios, me encontraram
Estava eu na rede, debaixo de uma árvore ao sol de 38 graus
Eles apareceram sorridentes e em festa,
Arquearam a foice e miraram bem a cabeça
Tentei abaixar e consegui, só que me esqueci que o calabouço tava ali
E eles são assim, sempre estão indo e vindo
Assim como o balanço de um navio
E estou no trampolim, e ali, logo adiante
Águas turvas repletas de tubarões
Esfomeados e sedentos de vingança
Só lhes oferecerei o resto, e que seja explosivo, auto-explosivo
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