Metralhadora Giratória

Atirando por todos as direções. Azar se for o alvo, infeliz se for munição. A inconveniência é um prazer. Questão de afinidade.



ESSES METRALHAM BEM
Marião
Ronaldo
Espelho trincado
Desgraceira
Casa do Horror
Marisola
Fernanda
Na moita, mas achei
Adriana du Mal
Katarse da Rô
Betty Davis
Fausto botequeiro
Foda-se essa merda
Raq
Mão na bunda
O dependente
Miscelania da Lu
Fiorin

METRALHE
Vai, puxa o gatilho!


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Sexta-feira, Março 24, 2006
 
Tobogã

Cortei toda a junção da unha com os dedos
Joguei álcool e raspei com lixa
Assim ficou bom
As pimentas mastigadas e engolidas seguidas
Foram degustadas com café quente amargo
E não consigo me lembrar onde coloquei a água sanitária
Para jogar nos olhos e estancar todo ardor das cebolas cortadas
Não que eu me importe com o tiro no joelho
O difícil é dobrar a perna
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Quarta-feira, Março 01, 2006
 
Nojo

Abri a ferida, espremi para fluir melhor o pús
Embebedei o algodão no resto da pinga
A dor não é pela ferida e nem pelo sangue ou sujeira
Mas pela inadequação de estar em lugares tidos como aprazíveis
E mesmo assim sentir a vontade de regurgitar
E desses restos, matar a fome para outro dia receber
Alugar a alma por satisfatórias notas reais. Irreais
O que serve e se diz no fundo do olho. Você me dá nojo!
Satisfação garantida ou seu afago de volta
Ralar novamente no asfalto, até atingir o osso
Para, novamente, embebedar o algodão no resto da pinga
Jaz vazia a garrafa, desce na guela, como fogo
Que chega ao fundo e nunca se apaga
Fênix bizarra, póstuma e liquidada pelo que lhe dava vida
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