Metralhadora Giratória |
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Atirando por todos as direções. Azar se for o alvo, infeliz se for munição. A inconveniência é um prazer. Questão de afinidade.
METRALHADO
ESSES METRALHAM BEM Marião Ronaldo Espelho trincado Desgraceira Casa do Horror Marisola Fernanda Na moita, mas achei Adriana du Mal Katarse da Rô Betty Davis Fausto botequeiro Foda-se essa merda Raq Mão na bunda O dependente Miscelania da Lu Fiorin METRALHE Vai, puxa o gatilho! |
Segunda-feira, Abril 24, 2006
Media training anal Que o corpo é fútil, falível Moldado pela publicidade e dele se vale E rebaixar-se a nada, apenas para poder saber e conhecer O amargor da mácula, que suja a alma Pútreo é o servilismo de servir a todos De quatro, de frente, de trás, no cuzinho é bom E aguentar para poder segurar a conta E não perder o cliente, é claro, é fato O silêncio de celular ligado devido a um almoço Onde o prato principal, como se sabe, é você Sambar é enaltecer o gosto pela rola negra Que rola, impávida, ao som de batuques Existe algo que não se muda E é a índole, não existe, como disse, ex-drogado, ex-puta, ex-veado e ex-bêbado E se existe arrependimento, é pela porta que se abriu Forçada, com mão suja de culpa que gera minha mágoa - Quinta-feira, Abril 20, 2006
Katrina Blues Dreams Robert Jhonson a ouvir Bêbados Habilidosos Justo quando desapareceram meus CDs A caligrafia vaga, o olhar desertor A mãe que chora aos pés de seus filhos Foram sete, e a causa, diz ela, sou eu Prenúncios de ondas Pressinto tsunamis E ela olha, querendo nadar Pego em sua mão, fuga, corrida, pressa e encruzilhada À seco, mas não por muito tempo Dos quatro cantos formam-se ondas gigantescas Corpos boiando, sugados de volta ao oceano à mercê Da tempestade, correntezas, revoltas, onda, tempo, sol ou mesmo tubarões Assim como a dor, da tristeza da alma, mal do século dizem Irrefutável, inevitável e insolente dor, a voz do lamento - Domingo, Abril 16, 2006
Blood cunillingis (inspirado no Wikipedia) Que jorra e impossibilita encontrar teu grelo E me embebedo no que penso ser vinho Metido em meio as suas pernas Meu cavanhaque e cabelos vermelhos São provenientes de teu vinho barato, ralo e aguado Pedaços de papéis de seda e algodão Modess ao moldo do teu molde, fino, grosso E engulo para saber o gosto Nauseante é não conseguir enxergar devido ao sangue no nariz Não menos humilhante é saber de onde partiu o soco E por conta do que aconteceu Certo é que esse é o mesmo sangue que corre nas veias E alimenta a alma de seres vampiros E o mesmo que jorrará, dos cravos de tuas mãos Juro que pregarei de leve, só para ouvir seus ganidos - |