Metralhadora Giratória

Atirando por todos as direções. Azar se for o alvo, infeliz se for munição. A inconveniência é um prazer. Questão de afinidade.



ESSES METRALHAM BEM
Marião
Ronaldo
Espelho trincado
Desgraceira
Casa do Horror
Marisola
Fernanda
Na moita, mas achei
Adriana du Mal
Betty Davis
Fausto botequeiro
Foda-se essa merda
Raq
Mão na bunda
Fiorin

METRALHE
Vai, puxa o gatilho!


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Quarta-feira, Junho 28, 2006
 

E quanto mais tenta-se mudar algo é que se percebe
Que aquilo que consideramos estático move-se
E o que deveria paralisar, continua, e firme
Não que com isso eu entenda ser melhor o fim
Apenas é um paliativo que retarda o que é certo
Rota de colisão ou, se chegar lá, ressurreição
Como bem definiu Plutarco, em sua versão etíope
A diferença está apenas na longevidade entre
Tudo aquilo que penso, defendo e o que sou
E ainda as personas adotadas no dia a dia
Aquelas impostas pela dita sociedade, regrinhas
De três
A morte está no porvir, ou em acreditar
Que se pode fugir dela de alguma forma,
Talvez em doses homeopáticas num receituário-psiquê
E que venha, assim construirei meu ninho, que, ao calor
Disso tudo, se queimará. Testarei então o mito na vida
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Quinta-feira, Junho 22, 2006
 
Blues Boy King
em B.B. King, Corpo e Alma do Blues

Todos os bluseiros, negros ou brancos, carregavam um estigma.
E acho que carregam até hoje. Parecem desleixados, sempre com um
cigarro pendendo entre os lábios, o chapéu desabado, as roupas velhas
e fedorentas, uma garrafa de bebida ao lado. Falam tudo errado e não
sustentam uma conversa sem soltar um palavrão entre uma palavra
e outra. Se lhes der um dólar, cantam qualquer porcaria. São uma
mistura de palhaço com bobo da corte. Ninguém lhes respeita
e nem lhes paga.




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