Metralhadora Giratória

Atirando por todos as direções. Azar se for o alvo, infeliz se for munição. A inconveniência é um prazer. Questão de afinidade.



ESSES METRALHAM BEM
Marião
Ronaldo
Espelho trincado
Desgraceira
Casa do Horror
Marisola
Fernanda
Na moita, mas achei
Adriana du Mal
Betty Davis
Fausto botequeiro
Foda-se essa merda
Raq
Mão na bunda
Fiorin

METRALHE
Vai, puxa o gatilho!


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Terça-feira, Agosto 22, 2006
 
Deadline

Até tentei me fingir de morto, ficar num canto, aproveitar as benesses
Simplesmente não agir ou mesmo não imaginar que algo não está bem
E não pelas razões técnicas de sempre: prazo, espaço e outros
Mas sim pela autocrítica, de fazer algo bom ou não
E quando o que se tem ou espera é péssimo, abaixo do razoável...
Então é dar linha na pipa. Deixar pra trás quem pensa em estar bem
Mas está a seu modo, claro. E enterrar-se-á no túmulo do ostracismo
E levantar a bandeira de casamentos, apartamentos, carros zero...
Esse estilo de vidinha de recém-chegado à classe média
E não deixar se levar pelo vazio, ânsia
Se o acordar todo dia é pra saber que não terá esperança
Então que se tire aquilo que dá a falta esperança
Renascer das cinzas, sair do zero, tentar, a todo custo, entender
O motivo pelo qual o vazio e a inadequação, preenche, e também é o local certo
De sentir-se tendo algo, mesmo com nada
E de estar em algum lugar, mesmo perdido
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Sexta-feira, Agosto 18, 2006
 
CRAZY

É o começo do fim das férias.
Espero.
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Sexta-feira, Agosto 11, 2006
 

Soleil de cú é rola

Vou logo explicando. Há tempos só uso isso para disparar à esmo - para fazer jús ao nome, claro - e também como forma de dar recados, totalmente indecifráveis, sei, mas certeiríssimos.Mas algo não dá pra deixar passar batido. Reestréia amanhã, no Teatro Santa Cruz o espetáculo Urbes do pessoal do Fractons que agora, por um motivo que sinceramente eu não sei explicar, chama-se Circo Fractais. Foda-se o nome. Como todo mundo que curte circo sabe, os caras são parte do desmembramento do Acrobático Fratelli (lembra-se das Noites de Terros do Playcenter do início da década de 90? Pois é) de desde 1999 reafirmaram o seu caráter digamos, lúdico-empresarial, mostrando e produzindo números para clientes. É o que aconteceu, por exemplo, com o Itaú, naquele comercial que os caras aparecem montando um outdoor. Independente disso - o que não é demérito, pois cada um se vale de algo para sobreviver, haja vista o meu caso, uma vez que trabalho num jornal de economia há quase um ano e não entendo absolutamente nada do assunto, mas mesmo assim eles depositam o meu todo começo do mês - os caras têm talento de sobra. Para fazer valer o nome, o espetáculo tem como mote as características da cidade, desde os moleques de rua - saca aqueles sujeitos que pedem para limpar o vidro do carro? - , passando pelos vendedores ambulantes, artistas de rua com as bolinhas no semáforo, entre outros. Diferente do que outros fazem - caso do novo Circo Roda Brasil e do Zanni - os caras mandam ver no palco italiano mesmo. Para quem curte, entre outros, números de acrobacia, malabares, pernas de pau e trapézio, é suficientemente bom. Para os que preferem teatro, vão ficar decepcionados. Apesar de o parlapa-mor Hugo Possolo tentar dar uma costura digo,dramática, a coisa fica só na tentativa. A linguagem é ótima e as amarras visuais das cenas são pra lá de excelentes. Pena que nessa nova versão duas cenas foram alteradas. Uma é a que mostrava os caras dando mortais e duplos mortais em camas elásticas, tendo ao fundo cenas de um trem em movimento. Outra, do casal do trapézio, valia pelo espetáculo inteiro pela leveza, força, plástica e clima romântico que transmitia. Segundo fiquei sabendo, os caras foram contratados pelo Cique Du Soleil. Do mais, tá tudo lá. E vale a pena. E não me espantaria se os caras do Soleil levassem outros. Aos mais maldosos (onde me incluo) é claro que a temporada neste mês, nessa época, feita no horário vespertino, é obviamente proposital, tendo em vista a grande lona que tá do outro lado da rua aqui, do Soleil, com os Saltimbancos. Bem, se esse for o motivo, então os caras lá do Fractais vão dar o sangue. Bom pra quem for assistir. É um dos poucos motivos que me fazem lembrar de uma parte (acho que a única) feliz da infância.
SERVIÇO
Urbes, com Fractais (ex-Fractons, ex-Fratelli, etc)
Teatro do Colégio Santa Cruz
Rua Orobó, 277, Alto de Pinheiros - Tel. 3024-5191
Sáb.: 16h. Dom.: 11h e 16h. ¨ Morre em R$ 20.
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