Metralhadora Giratória

Atirando por todos as direções. Azar se for o alvo, infeliz se for munição. A inconveniência é um prazer. Questão de afinidade.



ESSES METRALHAM BEM
Marião
Ronaldo
Espelho trincado
Desgraceira
Casa do Horror
Marisola
Fernanda
Na moita, mas achei
Mirisola ou Deus
Betty Davis
Fausto botequeiro
Foda-se essa merda
Raq
Mão na bunda

METRALHE
Vai, puxa o gatilho!


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Domingo, Outubro 15, 2006
 
Labirinto

Apontaram o caminho, seguia em várias direções
Todas distintas, tentando revelar soluções, melhoras, saídas
Entrei. E saí. De várias confesso, mas até agora busco
Algo que está difícil de encontrar
Muitas coisas são difíceis. Por exemplo: acordar cedo, abrir os olhos,
respirar, andar, ir até o banheiro, pegar a pasta de dentes, chuveiro, etc
E depois de calçar as botas, fechar o zíper e pegar a mochila, vamos lá.
Os lugares diferem. Em sentimento, tamanho, gênero, distância, se terá retorno ou não
Na prática é fazer aquilo que não gosta em troca daquilo que se gosta
E encontrar alguém que se gosta, mesmo que o contexto diz pra não gostar
São as compensações, dizem.
Vamos a outros caminhos. Viver, sair, beber, cair, levantar, ser levantado....
E, de novo, pegar a bota, chuveiro, ziper, etc......Acreditar em coisas inacreditáveis.
Relacionamentos humanos, principalmente os íntimos - e asseguro que aí está incluído até usar
um banheiro público - incluem-se no rol de fobias. Dos outros, não. Do que penso a respeito deles
Total desprezo, indiferença em acreditar que algo pode ser bom, mesmo mascarado em uma
embalagem milimetricamente arquitetada por um marketeiro de plantão
O encontro de Sartre com Osama, entremeado por Marquês de Sade tendo como tradutor o velho Buk
É baseado nisso que aflora uma única esperança, o mais tenro desejo: o de implosão de todos os
caminhos, fortalecido pela fé de que a Coréia lançará seu track e nos levará a um lugar de onde
nunca deveríamos ter saído, ou sequer estado, quem sabe.
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Segunda-feira, Outubro 09, 2006
 
Quase nunca - acho que nunca - publico coisas de amigos. Mas esse precisa ser lido.
Tá no blog de uma maninha aí, a Mari
P.S. ainda acho que tá mais pra rap. Seja lá o que for, tá na veia.

CORDEL DO CORONEL
Coronel, coronel
quem diria
que seu fim seria
assim pelado
todo ensangüentado
Só faltou estar numerado
como aqueles corpos deixados
enfileirados no chão gelado
depois daquele massacre impensado
Coronel, coronel
quem diria
que um dia todos veriam
o senhor assim nesta posição
tão humilhante, não?
Coronel, coronel
mas o que mais impressiona
é que o senhor não foi vítima
de quem poderia
ter tirado sua vida
armado numa esquina
Coronel: que fim lhe foi reservado, hein?
morrer com a própria arma
nas mãos de alguém que amava
Por essa, nem você esperava
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