Metralhadora Giratória |
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Atirando por todos as direções. Azar se for o alvo, infeliz se for munição. A inconveniência é um prazer. Questão de afinidade.
METRALHADO
ESSES METRALHAM BEM Marião Ronaldo Espelho trincado Desgraceira Casa do Horror Marisola Fernanda Na moita, mas achei Mirisola ou Deus Betty Davis Fausto botequeiro Foda-se essa merda Raq Mão na bunda METRALHE Vai, puxa o gatilho! |
Sábado, Janeiro 20, 2007
9 de Julho Nunca é tranquila, isso eu te garanto. Antes aqui passava um córrego - que como tantos outros desta paulicéia desvairada-, foi tampado com concreto e asfalto, em nome do desenvolvimento. Antes era apenas mais uma artéria entupida - e esperando uma safena - por veículos. Agora os veículos continuam. Com ênfase, é claro, dos ônibus, que por aqui agora aportam com fumaça, sujeira, latarias batendo e milhares e milhares de pessoas num ir e vir para os mais diversos motivos. Isso nada me incomoda, claro. Fato é que até com o barulho se acostuma. Às vezes têm-se imagens surreais, como as da chuva, onde os carros e ônibus se desdobram para vencer as verdadeiras lagoas formadas por tanta pluvuiosidade. Ante a isso, fácil é fechar a janela, pegar o controle da TV e aumentar um pouco o volume, em meio aos buzinaços lá fora. - Copo Vazio É sempre bom lembrar que um copo vazio está cheio de ar. É sempre bom lembrar que o ar vazío de um rosto está cheio de um ar vazío, vazío daquilo que no ar do copo, ocupa um lugar. É sempre bom lembrar, guardar de cor, que o ar vazío de um rosto sombrío, está cheio de dor. É sempre bom lembrar que um copo vazío está cheio de ar. Que o ar no copo ocupa o lugar do vinho, que o vinho busca ocupar o lugar da dor, que a dor ocupa a metade da verdade, a verdadeira natureza interior, uma metade cheia, uma metade vazía uma metade tristeza, uma metade alegría. A magía da verdade inteira, todo poderoso amor. É sempre bom lembrar que um copo vazío está cheio de ar. Chico Buarque - |