Metralhadora Giratória |
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Atirando por todos as direções. Azar se for o alvo, infeliz se for munição. A inconveniência é um prazer. Questão de afinidade.
METRALHADO
ESSES METRALHAM BEM Marião Ronaldo Espelho trincado Desgraceira Casa do Horror Marisola Fernanda Na moita, mas achei Fausto botequeiro Foda-se essa merda METRALHE Vai, puxa o gatilho! |
Segunda-feira, Abril 23, 2007
Indiferença A regra do jogo às vezes se inverte e muitas vezes, quem bateu à porta no passado hoje a fecha Relação de mera submissão e domínio do sexo, prazer, falta, buraco, alívio, arrependimento O afeto, este que sobejou em outras épocas, hoje dá espaço a um não-afeto, e algo que não corresponde Ao anseio, desejo, vontade, atração, libido¿. Correspondência a isso é necessário para se sentir indivíduo É um sentir vazio, tal qual olhares mães expatriadas de guerra A menos valia é o resultado desse joguete perverso Onde rebaixa-se ao nível de objeto, preterido, é claro E o pior é saber que como objeto, mesmo manipulado a fazer coisas, instado a me encaixar dentro de padrões preestabelecidos como fossem normas de conduta que poderiam resultar em uma aceitação, percebo de que nada vale, pois a resposta sempre é a do desnível De sentimentos, históricos, ações e mensagens duplas tais quais veja, como sou melhor e não cometo tantos erros e atitudes junkies como as suas ou mesmo se você for assim ou assado, aí sim será amado Desde sempre nunca fui muito hábil para me adequar às normas e o desenvolvimento do que faço não é movido pela pressão Ante a isso, resta saber que a impossibilidade da saída, ou ainda a ilusão de que algo mudará, seja com o tempo, transformação de hábitos, nada mais é do que acreditar em algo que não existe Perspectivas de fim, ao longe, sem luz em fim de túnel O amargor de perceber que o que de melhor foi, se é que foi, ao passado tão só e simplesmente pertence Pois hoje, mesmo que bata à porta, ela não se abrirá - Quinta-feira, Abril 19, 2007
Por hora, por ora Por ora a velocidade de meu ódio com tua burrice corre a 100km por hora Por ora, no entanto, nada posso fazer Mas, a qualquer hora, boto a boca no trombone Creio que por ora não, deixe estar Se o que me paga por hora ou por mês é suficiente Creio que por ora até que está No entanto, para aguentar o que fazes por ora e a toda hora Tenho de criar, por horas e horas e horas algo que por ora não tenho, a paciência Te suporto apenas, por ora e adiante, horas e horas Divirto-me com o que recebo, e espero ainda mais me divertir. Afinal, toda hora é hora, certo? Se pretensa cura da tua cegueira - que cuidastes por horas e horas, dias a fio, meses até mas não é suficiente, por ora, para mudar essa burrice e incapacidade mental Por ora, nada posso fazer A não ser sugerir, que a qualquer hora, você implante um chipe, o que, quando for feito, ora será bom para mudar este cenário Mas chegará a hora, com certeza, de que isso mudará Por ora, fico aqui, e te mostro as diferenças de algo que por horas e horas não entenderás - Quinta-feira, Abril 12, 2007
Decretos nada secretos Tolerar, reconsiderar, perdoar, amar, tijolear Outro dia abriram um sugestivo Minutos de Sabedoria e por força das circunstâncias e elasticidade de meu saco, tolerei Ofereceram algo, disse que não queria e para não ficar sem, tive de reconsiderar e aceitar aquilo que não queria Aos que sacaneam todo dia tento perdoar e amo mesmo sem ter a certeza de que sou amado A verdade, porém, é que nada disso segue os preceitos e decretos nada secretos que guardo comigo Inclusive disseram que eu deveria trazer abaixo os decretos secretos Pois mudei essa história e daqui em diante eles serão conhecidos Aos que vierem para meu lado com Minutos de Sabedoria, darem algo que não quero, sacanearem-me ou não me amarem, terei como contrapartida tijolos jogados à esmo em tudo que considerar tijolável. A única dúvida é saber se haverá areia, cimento e pedra para produzir tanta alvenaria assim - |